sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Lasanha de Vegetais em honra dos meus amigos vegetarianos!

Tenho uns quantos amigos vegetarianos. Um par deles são meus amigos próximos e frequentam a minha casa. Num jantar de convívio prometi cozinhar um prato sem carne ou peixe e foi aí que me surgiu a ideia de fazer uma lasanha só de vegetais. E o resultado foi perfeito. A lasanha ficou leve, apesar de ser um prato de massa e muito saborosa. Eu própria provei, por isso falo com conhecimento de causa. 

Então um destes dias resolvi fazer novamente este prato para os meus pais que são amantes de vegetais. Podia ter sido sorte de principiante. Mas não. 
A minha mãe tinha comentado comigo que lhe apetecia uma lasanha. A reacção foi a melhor possível. O meu pai adorou. E acreditem, ele é muito crítico no que diz respeito à comida. Se há boa pessoa para avaliar pratos é ele. 😂

Tivemos então um jantarzinho agradável como temos todas as semanas a um dia aleatório e eu fiquei toda orgulhosa por ter feito uma comidinha que eles gostaram muito. Porque é muito dificil superar a minha mãe. 😀

É um prato quentinho e aconchegante. Mesmo a calhar nesta altura porque os dias frios não dão tréguas. E sabe muito bem ligar o forno. Como quase tudo o que publico aqui é muito fácil de fazer.  A explicação pode parecer extensa mas na realidade é muito rápido de se confeccionar. Usei o molho bechamel que publiquei na quarta-feira que passou. Pode ser feita com os vegetais que mais gostarem. Podem comprar aquelas misturas de vegetais já prontas e acrescentar mais alguns. Isso descomplica ainda mais o processo.

Desejo-vos uma excelente sexta-feira. Um fim-de-semana quentinho. Beijinhos e bons cozinhados.


Lasanha de Vegetais

O que faz falta para 4 pessoas:

1 Receita de molho Bechamel {ver aqui}
Placas de Lasanha que não necessitem pré-cozedura {depende do tamanho da forma}
1 fio de Azeite
2 Cebolas roxas em meias luas finas
2 dentes de Alho picados
1 folha de Louro
3 colheres {sopa} de Vinho branco
3 chávenas {chá}de Cogumelos
2 chávenas {chá} de Courgette em rodelas
1/2 chávena {chá} de Cenouras raladas
2 chávenas {chá} de Couve Branca e Roxa em juliana
1 Alho francês em rodelas finas
1 chávena {chá} de Tomates Cherry em quartos
1/2 chávena {chá} de Pimentos assados em tiras
1 chávena de Espinafres em folha
1 chávena {chá} de Bróculos cozidos
Sal e Pimenta preta q.b
1 e 1/2 chávena {chá} Queijo Mozzarela
1/2 chávena {chá} de Queijo Parmesão

Como Fazemos

Começamos por aquecer um pouco o azeite numa wok ou tacho largo. Refogamos as cebolas e os alhos com o louro. Quando as cebolas tiverem amolecido, juntamos os cogumelos e temperamos com um pouco de sal para ajudar os mesmos a libertar a água. Deixamos cozinhar um pouco até que fiquem com uma tonalidade mais acastanhada. Juntamos as courgettes e o vinho branco. Cozinhamos em lume brando por 5 minutos. De seguida, juntamos a cenoura, as couves, o alho francês, os tomates, os pimentos e os espinafres. Temperamos com um pouco de sal e pimenta. Não abusamos dos temperos porque o molho bechamel já tem sal, o melhor é ir rectificando. Deixamos que cozinhem em lume brando até que os mesmos tenham perdido a água e estejam cozinhados. Mexemos de vez em quando. Por fim juntamos os bróculos e metade do molho bechamel. Os legumes vão largar água, o ideal é que não a deixemos secar porque essa água vai ajudar a que a nossa mistura fique um pouco mais liquida. Se não tivermos caldo podemos adicionar um pouco de água. É necessário que assim o seja para que o bechamel fique um pouco mais liquido que o habitual porque no forno ele ainda vai engrossar. Rectificamos os temperos. 

Pré-aquecemos o forno a 200ºC e começamos a montar a lasanha. Primeiramente começamos por colocar uma camada de bechamel que cubra o fundo de um tabuleiro. Depois aconchegamos as placas de lasanha. Colocamos mais uma camada de molho bechamel e por cima o recheio de legumes. É importante colocar bastante molho porque isso ajuda a que as placas cozinhem. Polvilhamos com um pouco de queijo parmesão. Voltamos a aconchegar as placas de massa, a barrá-las com molho bechamel, a colocar o recheio e o queijo. E assim sucessivamente até acabar a massa e o recheio. A última camada vai ser de massa e de bechamel. Espalhamos o queijo mozzarela por cima. Levamos ao forno por 20 a 35 minutos nas duas resistências do forno. Para testar se a massa está cozinhada apenas temos que fazer o teste do palito.
Servimos quentinha e desfrutamos.




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

#BackToBasics: Molho Bechamel. {vídeo}

Quando comecei a cozinhar mais a sério havia muita coisa que comprava feita. Molho de tomate, caldos e alguns molhos. O molho bechamel estava entre os que comprava sempre feito. Até que comecei a ler mais, a investigar mais e a perceber que existem básicos que devemos aprender a fazer pois estes vão fazer muita diferença. Além de mais saudáveis pois são livres de conservantes e daqueles nomes esquisitos que não sabemos ler, são também mais saborosos. Claro que não sou extremista e continuo a comprar muito de vez em quando já pronto.

E porque não fazia eu molho bechamel em casa? Porque pensava que era dificil de fazer. E na realidade não é. Então quem tem robot de cozinha ainda fica com a tarefa mais facilitada. Mas isso são conversas para outro dia visto que hoje vamos fazer da forma tradicional.

Demorei algum tempo até perceber que é tão importante sabermos fazer uma receita mais elaborada como sabermos fazer uma coisa mais simples mas que nos vai servir de base para muitos pratos. Por isso escolhi o título deste post. Vamos voltar aos básicos? Lembrar que eles também são importantes na nossa cozinha? Resolvi dar-lhes o valor que eles têm e criar aqui no blog algumas receitas base para mostrar o quanto elas são importantes. Só que nem sempre nos lembramos.

Neste post a estrela é o molho bechamel que pode ser usado em muitos pratos gratinados e não só. Fiquem por aí que sexta-feira vou mostrar onde usei este molho especificamente. 
O segredo deste molho é não deixar criar grumos mas com a ajuda de uma vara de arames facilmente conseguimos evitar isso. 

Um beijinho. Até breve e bons cozinhados.


Molho Bechamel

O que faz falta:

65 gr. de Manteiga
75 gr. de Farinha 
750 ml de Leite
Sal, Pimenta preta, Noz moscada a gosto
Sumo de limão a gosto. 

Como Fazemos:

Derretemos a manteiga num tachinho. Juntamos a farinha e mexemos bem até que esta cozinhe. Adicionamos o leite aos poucos mexendo sempre. Cada vez que secar adicionamos mais leite {ver vídeo abaixo}. Com a vara de arames envolvemos bem de forma a desfazer alguns grumos. Deixamos engrossar um pouco e colocamos os temperos. Desligamos o lume e sem parar de mexer regamos com o sumo de limão.

Transferimos o molho para um recipiente frio. Se não formos usar o molho de imediato tapamos com uma película aderente de forma a que toque em toda a superfície do molho para não criar capa. Usamos a gosto.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A primeira de 2017: M&m Cookies...#em vídeo!

A segunda-feira continua fria assim como o fim-de-semana que passou. E este tempo puxa-me para a cozinha, para bem perto do meu forno. Nas últimas semanas a minha vontade em fazer bolachas tem sido muita. Mas por alguma razão este começo de ano não começou centrado e organizados como gostaria. Então o foco não andava nos seus melhores dias. Por duas vezes fiz bolachas e correram mal. Numa delas esqueci-me do açúcar e na outra da manteiga {bom para a linha}. 😂


Deixei então a vontade de fazer bolachas de lado mas agora que está tudo devidamente no lugar voltei a fazer estas meninas maravilhosas. 
São tão boas e coloridas. Esta é uma feliz receita que tinha no meu caderno mais antigo. Aquele caderno que tinha feito ainda em casa dos meus pais com as receitas que iria experimentar quando fosse senhora de uma cozinha. 😁
Já as tinha feito antes e foram um sucesso não só pela sua beleza como pelo seu sabor. São amanteigadas, com um crocante ligeiro mas o que surpreende é o seu interior húmido muito por culpa dos chocolatinhos que vamos encontrando.

O mais impresssionante de tudo é a facilidade com que se fazem. Basicamente misturamos tudo, formamos bolinhas, levamos ao forno e já está. Se não acreditam cliquem no vídeo que vos vou deixar. 😋
Agora tenho que ir andando porque as bolachinhas estão a chamar por mim. Um beijinho grande. 😗 Até breve e bons cozinhados.


M&m Cookies

O que faz falta para 18 a 20 cookies: 

2 Ovos
1/2 chávena {chá} de Açúcar
1/2 chávena {chá} de Açúcar mascavado
3/4 de chávena {chá} de Manteiga
2 chávenas {chá} de Farinha
1 colher {chá} de Fermento em pó
1 colher {chá} de Bicarbonato de sódio
1 colher {chá} de Sal
1 e 1/2 chávena {chá} de M&m's ou semelhante
50 gr. de Chocolate de Leite picado grosseiramente

Como Fazemos:

Clicar no vídeo para ver.




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

#Reflexões de Algibeira: E afinal o que se passou em 2016?

E começou mais um ano! Bem, já começou há 9 dias eu sei. Mas só agora tive tempo de me sentar a escrever e a pensar sobre como foi 2016. Todos os anos, no final de cada ano, faço as normais metas para o ano seguinte mas este ano foi diferente. Resolvi não fazer metas e focar-me no que de bom aconteceu no ano que passou. Normalmente muitas das metas estabelecidas acabam por ficar esquecidas porque nos temos que ir adaptando ao que a vida nos vai trazendo.

Senti que 2016 foi um ano de transição. Onde cresci muito. E onde mudei um pouco. Aprendi a defender-me melhor de algumas coisas que até há pouco não sabia como lidar. Acho que já era hora. Este ano já deixo os vintes para me iniciar nos trintas. A verdade é que às vezes carregamos mágoas que só nos enegrecem a alma. Muitas vezes sem sentido. É preciso encerrar ciclos e aprender a lidar com esses pequenos bichos que nos fazem comichão. Acho que essa missão ficou cumprida.

E o que de resto aconteceu em 2016?


Voltei aos sítios onde já fui feliz.

Nos últimos anos temos vindo a explorar cada vez mais o nosso país. É sem dúvida um país rico, com gente simpática e boa comida. Claro, que adoramos conhecer novos lugares mas porque não voltar a visitar o sítio que nos trás boas recordações e que já nos fez muito feliz? Acreditem que vão reparar em novos detalhes e há sempre algo novo para ver.
Não me arrependo. Em cada sítio deixamos sempre algo nosso e trazemos algo único. Voltar à Serra da Estrela é sempre revigorante, por exemplo. Todo aquele ambiente de montanha trás-me muita paz. E a água quentinha de Benidorm? Não é no nosso território mas é acessível. É um sítio muito divertido com as ruas cheias de pessoas diferentes e de animação.
A Costa Vicentina é de facto muito especial. Tem recantos mágicos e foi o meu primeiro destino de férias quando ainda namorava. Já lá vão muitos anos. Mas nunca me canso.
Quando estamos meio perdidos. Porque não visitar um sítio que já nos é familiar mas que nos foge da rotina?

Serra da Estrela, Benidorm, Costa Vicentina.
Andei a primeira vez de avião. 

Isto pode parecer um pouco estranho. Mas não. Eu nunca tinha andado de avião. E era uma das metas que tinha estabelecido para 2016. 
Tinha muita expectativa até porque tenho algumas vertigens mas a verdade é que adorei. Sei que as opiniões se dividem mas para mim foi uma experiência fantástica. Quero repetir e repetir...
Foi uma viagem sem grandes turbulências e relativamente curta por isso não deu para me aborrecer.

Regresso para Lisboa.

Fui aos Açores.

Mais propriamente a São Miguel. Foi maravilhoso. Um dos acontecimentos do ano. AMEI! Não posso apontar uma coisa menos boa porque não houve.
É uma ilha fantástica, bem à minha medida. Com muita natureza e sítios para explorar. As pessoas são muito queridas e prestativas. A comida é fantástica. A única ilha que já visitei até então foi a Ilha das Berlengas em Peniche e nada se compara em termos de dimensão a esta. É tudo tão azul e verdinho. É mágico. Daqueles sítios que emocionam pela beleza e simplicidade.
Senti-me em casa. Foi sem dúvida uma viagem que me marcou.

Açores, São Miguel.

Adotei um gato.

Eu não era uma pessoa de gatos. Gosto muito de animais. Aliás adoro animais mas os gatos metiam-me algum respeito. Mas na minha viagem aos Açores fiquei numa quinta que tinha vários gatos e acho que uma delas me adotou como sua dona temporária. E foi me conquistando de dia para dia. Deixei de sentir aquele receio que tinha e comecei a pesquisar mais sobre eles. 
Até que decidimos adotar o Fred. Um gato comum mas o mais lindo do mundo para nós. Mudou a minha vida. É inexplicável a ligação genuína que temos com ele. Um dia destes escrevo a história do gato Fred. Porque ele tem muito que se lhe diga. Acho que merece um post só para ele. 

Fred, nascido a 24 de Fevereiro de 2016.


Diverti-me, reforcei laços e relaxei mais.

Muito se fala de aproveitar a vida. Mas na verdade andamos todos a viver à pressa. Precisamos parar. Prestar atenção. Eu aprendi a relaxar e a desacelerar um pouco. A vida precisa de pausas. Procurei fazê-las quando senti que precisava. Diverti-me mais e ri-me mais.
Reforcei alguns laços que estavam um pouco mais apagados. E fui muito feliz. A vida tem que ser preenchida por momentos que nos completem. E cada um vive à sua maneira. Mas na nossa vida quem manda somos nós. Não temam os julgamentos. Façam. Vão ver que são mais felizes.



Criei um canal de youtube.

Ou melhor, tirei-lhe as poeiras. Já o tinha criado mas nunca o tinha levado a sério. E porquê? Não sei. Apeteceu-me! Gosto de aventuras e de desafios novos. Gosto de multimedia. Porque não? E até agora está a ser uma experiência muito gira. É um complemento aqui ao blog. O canal tem o mesmo nome do blog. Por isso passem por lá! Ainda me estou a aperfeiçoar.



Experimentei coisas novas e aperfeiçoei as que já tinha experimentado.

Foi um ano em que arrisquei mais. Principalmente na cozinha. Experimentei muitas coisas novas. E que bom que isso é. Não gosto de estagnar. E nesse ponto 2016 foi excelente. Tive muito espaço para aprender e arriscar. Acho que isso se fez notar aqui no blog em termos de conteúdo. Eu olho e vejo o meu crescimento aqui. E acho que muito do nosso crescimento é consequência dos riscos que aceitamos tomar e das experiências que vivemos. Não podia pedir mais nada. Tive a oportunidade de fazer coisas incríveis em 2016. Talvez por isso sinta que passou tão rápido.
Quindins de Amêndoa, Choco Frito, Mousse de Chocolate, Bolo Brigadeiro, Bacalhau à Abade, Coscorões.


Obviamente que muitas metas ficaram por cumprir. Como a mais trivial de todas que é ser mais saudável. Não foi em 2016, quem sabe em 2017? O importante é não desistir. Olhando para cima parece que o meu ano foi espectacular e que todos os dias foram maravilhosos. Claro que não. Houve muito trabalho, momentos de desgaste e acontecimentos tristes. Mas conforme fui crescendo aprendi que esses momentos ficam no ano que encerrou para poder começar o novo com mais força.
Um beijinho. Até breve e um FELIZ ANO NOVO!



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quem gosta de Choco Frito meta o dedo no ar?

Choco frito é o prato de eleição do "Sarinho", ele que é um pouco esquisito venera este petisco. Recentemente descobrimos um sítio que se come um bom choco e em conta. Comparando com outros sítios do género este está no top. Falo do restaurante "Choco Real" que se encontra no centro comercial Alegro em Setúbal e no Rio Sul Shopping no Seixal. Como somos pessoas com horários complicados e os centros comerciais têm horários mais alargados quando nos dá o vício a uma hora mais esquisita é lá que vamos. 😊

A minha mãe também faz muito bem este prato e da última vez que ela fez tive atentamente a ver. Já tinha experimentado mas na altura era muito avessa aos fritos. Tinha medo do óleo. 😂 Mas eu tenho sempre aquele bichinho dentro de mim que me puxa para tentar, e voltar a tentar por isso lá fui ao choco ao E.leclerc. Comprei-o limpo porque estar a arranjá-lo já era de mais para mim. Talvez um dia... 😄
E num destes dias lá fui para a cozinha com as dicas da minha mãe na cabeça fazer o dito cujo. E não é que ficou muito bem? Estava tenrinho, amarelinho, não respingou ao fritar. Correu tudo bem. Ufffffaaaa. O "Sarinho" regalou-se com o choco e ainda me perguntou como é que eu tinha feito aquilo. Ora, ele não me conhece? Sou uma pessoa muito persistente. Disse aquilo com a esperança de não ter sido sorte de principiante.

Como a refeição foi um sucesso, resolvi partilhar esta minha vitória e explicar como foi feita. Quem sabe pode ser um petisco para a vossa passagem de ano? Eu sei que depois de tudo o que comemos no Natal ainda estamos empanturrados. Mas amanhã já não vamos estar assim... 😀 Sirvam com molho tártaro e de certeza que vai ser um sucesso. As quantidades são a olho consoante o número de pessoas. Quem gosta tanto de choco frito como o "Sarinho"?
Um beijinho e até breve.



Choco Frito

O que faz falta:
Chocos limpos de pele e de tinta
Vinha de Alhos q.b.
Sal e Pimenta
Sumo de Limão
Farinha de Milho
Óleo para fritar

Como fazemos:
Começamos por cortar o choco em tiras. Temperamos o mesmo com algumas horas de antecedência com a vinha de alhos, o sal, a pimenta e o sumo de limão.
Na hora de fritar, passamos o mesmo pela farinha de milho de forma a que fique coberto uniformemente.
Fritamos em óleo quente. Escorremos em papel absorvente e servimos a gosto. Simples não é?



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Na Mesa de Natal não pode faltar...todas as participações!


Chegou ao fim o desafio que a Ana nos propôs. Temos uma mesa linda com opções para todos os gostos. Até temos uma opção saudável... 😄 Peço que me perdoem se falhei algumas partilhas mas foi de facto um mês dificil. No entanto, ficam agora aqui todas as sugestões. Maravilhosas por sinal. E que ainda vos podem inspirar. 
Espero que passem todos um Feliz Natal! Um beijinho. Vamos lá mostrar as belezuras.


A Casinha das Bolachas: Sonhos


As Minhas Perdições


As Receitas da Mãe Galinha: Tarte de Amêndoa


Cozinha Sem Segredos: Bolo de Natal


Uma Pitada de Noz Moscada: Broas Doces de Batata Doce


Diário da Inês: Arroz Doce


Cozinha pra 3: Bolo Rei


Creme de Avelãs: Arroz Doce Saudável


Bolboretas no Bandullo: Róscon de Chocolate


A Vida de Nessy: Brunhóis de Abóbora


No Conforto da Minha Cozinha: Coscorões


Recanto com Tempero: Rabanadas


Cromas na Cozinha: Torta de Laranja

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Bolo de Natal...e os meus votos para todos vocês! {vídeo}

Esta é a última receita antes do Natal. Esta semana tem sido preenchida por receitas especiais. Hoje partilho um Bolo de Natal que vulgarmente chamamos de Bolo de Frutos Secos na minha família. Os frutos secos sempre fizeram parte do meu Natal e este bolo também. Recorda-me de pessoas especiais. O cheirinho é inconfundível e a casa é inundada com ele.

O Natal tem destas coisas. Tem duas faces. A face da alegria e a face da melancolia. Seja porque o ano está a acabar e esperamos ansiosamente que o novo nos traga dias felizes. Seja porque recordamos momentos com pessoas que já não estão connosco fisicamente. Quando se é criança temos quase tudo garantido. Quando somos adultos as coisas mudam de figura. Restam-nos estas heranças e tradições que ficam para nos fazer sorrir e amar. 


Esta receita é sem dúvida uma das que quero deixar de herança para os meus futuros rebentos. É fácil de fazer. E eu sei que digo sempre isto. Mas não passa de misturar e já está. Preparei um vídeo e nesse vídeo tenho os meus desejos de Natal para todos. 
Tenho que agradecer sempre o carinho com que me tratam, algumas pessoas sem me conhecer conseguem alegrar o meu dia com uma simples palavra. Por isso é que eu adoro estar aqui. E por isso é que eu sempre achei que a comida unia as pessoas. 

Desejo-vos um Feliz Natal, sejam muito felizes com mais ou com menos o que interessa é deixarmos soltar a alegria que temos aqui dentro. Um beijinho muito grande e um obrigada.



Bolo de Natal

O que faz falta:
2 Ovos 
125 gr. de Açúcar Branco + 50 gr. de Açúcar Mascavado
100 ml de Óleo
1 colher de chá de Canela em Pó
1 colher de chá de Noz Moscada
1 colher de chá de Erva Doce
1 colher de chá de Baunilha
140 gr. de Cenoura ralada 
180 gr. de Farinha com fermento
1 Pitada de Sal fino
Meia chávena de chá de Nozes picadas + metades para colocar por cima
Meia chávena de chá de Avelãs picadas
Meia chávena de chá de Amêndoas picadas

Como fazemos:

É só clicar no vídeo para ver.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Na minha mesa de Natal não podem faltar...Coscorões da Avó!

Chegou a  minha vez de participar no desafio "Na minha mesa de Natal não pode faltar", proposto pela Ana da Casinha das Bolachas. A minha partilha chega bem perto do Natal e espero que isso vos inspire. É uma receita muito especial para mim. Juntamente com a receita vou responder a umas perguntinhas que a Ana me enviou. Espero que sirva para me conhecerem melhor. Respondi com toda a sinceridade. Um beijinho e obrigado por estarem aí. Até breve!


Quem está por trás do blog?

Eu, sou a Sara, tenho 29 anos, cresci na Moita e vivo na Moita. É o sítio onde me sinto em paz. Estou ligada à área criativa mais precisamente à imagem e comunicação. 
Sou uma pessoa extremamente bem-disposta. Gosto de ver o melhor nas pessoas. E tento ser uma pessoa muito positiva. 
Sempre fui uma pessoa que amei muito. Não sei amar pouco. Gosto de pôr tudo o que tenho na mesa. É verdade que isso me trás alguns dissabores mas a vida é feita desses momentos altos e baixos. É isso que me desafia a melhorar todos os dias um bocadinho.
Sou uma pessoa simples. Gosto de fotografia, animais, literatura, cinema, novos lugares, conviver e de comer. Isso é o meu pecado capital. Sou feliz a conviver à mesa. Uma característica muito própria minha é que estou sempre a rir.  

Como surgiu o gosto pela culinária?

Para ser sincera eu nem me lembro bem. Mas acho que foi tudo influência da minha mãe e da minha avó, A minha mãe é uma excelente cozinheira. Transforma tudo em que toca. A minha avó sempre me fez as vontades todas em relação à comida. Qual avó não é assim?
Lembro-me de um episódio engraçado em que uma vez quando estava sozinha em casa, tinha talvez os meus 12 anos, fiz um bolo com apenas um ovo que ficou parecia uma bolacha e depois com vergonha do resultado fui escondê-lo. 
Acho que a resposta mais honesta neste caso é que desde sempre eu gostei de cozinhar. Sempre que haviam festas eu queria participar e ir para a cozinha.


Quando e como surgiu o blog?

O blog surgiu em 2010 numa altura em que tinha terminado a escola. Eu participava há algum tempo da comunidade Sabor Intenso e queria expandir-me. Então resolvi criar um blog. Acho que foi uma coisa um pouco inconsciente. Na altura este mundo era diferente e o meu blog era muito simples. Hoje em dia sou muito feliz por ter dado aquele clique inicial para o criar. 
A verdade é que mudei bastante e acho que isso se nota. Cresci muito aqui. Claro que tive momentos em que pensei em desistir mas depressa passou. Em 2011 mudei-me para a minha própria casa e comecei a descobrir imensas coisas. O que me apaixona aqui é que posso escrever e fotografar que são duas paixões que me acompanham há algum tempo.

Gostas desta época do ano? Se sim, do que mais gostas?

Eu gosto do Natal. Apesar de me fazer lembrar de algumas pessoas que perdi. Eu acho uma época muito bonita. As pessoas unem-se mais. Há uma magia em torno do Natal que não sei explicar. No entanto, gosto de preparar tudo com antecedência porque não sou dada a muitas confusões. 
Numa certa altura da minha vida eu revoltava-me porque nesta época toda a gente se lembrava e durante o ano todo nem por isso. Mas crescemos e aprendemos a contornar esses detalhes imperfeitos.
O que mais gosto sem dúvida é o dia 24. Estamos no quentinho com quem mais amamos a conviver à mesa e a relembrar o nosso ano.

Existe algum ingrediente que te faça lembrar o Natal? Qual?

Por incrível que pareça há um ingrediente que me faz lembrar muito o Natal que é a aguardente. Isto porque sempre foi tradicional ser usado nas filhoses que fazemos cá em casa e só nessa altura é que se faz alguma coisa com aguardente. Mas também posso indicar os frutos secos que sempre fizeram parte da nossa mesa.

Costumas cozinhar no Natal?

Há muitos anos que eu e a minha mãe nos juntamos no dia 23 à noite para fazer todos os doces. Fazemos pela noite fora tudo o que pode ser feito com antecedência. O meu Natal já não era o mesmo sem essa noite. É um serão muito divertido de onde nascem sempre histórias e peripécias para lembrar nos anos seguintes. 

O que nunca pode faltar na tua mesa para além de muito amor?

Na minha mesa nunca pode faltar boa disposição e harmonia. Gosto de sentir que estamos todos em sintonia e descontraídos. Sem pressas nem pressões. No fundo não peço nada mais. Só que estejamos juntos. Além disso e para apimentar a coisa nunca podem faltar os coscorões, os sonhos de cenoura, os frutos secos, os pastéis de bacalhau e o belo moscatel. 

Que receita vais partilhar e porque a escolheste?

A receita que vou partilhar é a receita de coscorões. Há muitos anos atrás numa cozinha pequenina a minha Avó amassava coscorões como ninguém. Cresci a vê-la fazer valentemente esta massa. É uma memória feliz da minha infância. Quem me dera poder voltar atrás para que tudo acontecesse de novo. Estes momentos na cozinha sempre foram frequentes por aqui e são muito valorizados. E este precisamente faz-me sentir muita saudade. Saudade da minha avó e saudade de todos os momentos felizes que ela me proporcionou. Podia começar aqui a desfolhar histórias que terminariam sempre da mesma forma. Em memórias felizes. 
Esta é uma das receitas da minha vida. É a receita que honra a minha Avó. A pessoa que ela foi. Que sempre amou com intensidade e nunca escondeu quem era. Já disse que tenho muitas saudades? Devo um obrigado a esta pessoa que foi e será sempre uma das mulheres da minha vida. E que me ensinou tanto sem saber. Por isto tudo eu escolhi esta receita. Adaptada à modernidade mas sempre com a memória mais antiga. E eu espero sinceramente que gostem. É um orgulho poder partilhá-la com vocês.



Coscorões na Máquina de Fazer Pão:

O que faz falta para aproximadamente 40 filhoses (depende do tamanho):

75 gramas de Banha Amolecida
140 gramas de Azeite
80 ml de Aguardente
210 ml de Sumo de Laranja
Raspa de 2 Laranjas
940 gramas de Farinha tipo55 (farinha sem fermento)
2 Pacotes de Fermento Biológico seco

Como Fazemos:

Colocamos os ingredientes pela ordem indicada na cuba da máquina de fazer pão. Programamos o ciclo massas ou massas levedas depende da máquina. (na minha demora cerca de 1h30m a amassar e a levedar.
Quando o programa acabar colocamos a massa num recipiente e tapamos com um pano. Deixamos levedar mais 30 minutos.
Enfarinhamos um bancada, retiramos pedaços de massa e esticamos o mais finamente possível. Cortamos com a cartilha e fazemos uns golpes ao meio.
Levamos ao fritar em óleo quente não deixando corar muito pois as filhoses ainda escurecem depois.
Escorremos em papel absorvente. Polvilhamos com açúcar e canela.