quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Meia desfeita de Bacalhau com Grão

Quando era miúda embirrava com o grão. Não gostava, pronto! Não me perguntem porquê, a minha mãe sempre tentou que comesse e mesmo na sopa eu reclamava. E nunca fui esquisita. À exceção de caldo verde, couves de bruxelas e o grão, sempre comi de tudo. Essa “parvoíce” passou-me toda com a idade. Agora como de tudo. Até o caldo verde, se tiver mesmo que ser.

O trauma do grão passou-me há poucos anos. Quando um amigo nosso partilhou a receita dele da “agonia”, ou seja, quando tens fome e não tens tempo para grandes cozinhados. Receita essa que consiste em abrir uma lata de atum (que eu adoro) e outra de grão, picar uma cebola e um ramo de salsa, misturar tudo com maionese e já está. Ah, e assim na loucura, se tivermos tempo, acrescentar um ovo cozido. Experimentei, claro! Porque o que é de nós sem uma ou duas receitas do desenrasca para aqueles dias que o tempo voa? Resultado? Adorei! Nunca mais larguei o grão. Que agora, se podemos assim dizer, sem ferir os mais sensíveis, está na moda do mundo saudável e fit. É um desfile de receitas com grão. Ele é hummus, ele é hambúrguer, ele é snack.

Depois de todo este “romance”, hoje partilho uma receita bem portuguesa, dizem as pessoas entendidas, de sua origem Lisboeta. É simples (eu digo sempre isto ou é impressão minha), aconchega e acho que é nutricionalmente interessante.

Uma outra experiência que fiz, foi a de cozer o grão em casa. Comprei-o seco, demolhei de um dia para o outro com bastante água porque ele incha e por fim cozi com água e sal numa panela normal (a panela de pressão não me “assiste”) por 1 hora e meia. Se bem que acho que 1 hora chegava. Uma parte usei nesta receita e a restante congelei com a água de cozer.

Tenho que dizer-vos que não tem nada a ver. Eu achei o sabor muito melhor. E com isto me despeço.

Um beijinho,

Até breve! Bons Cozinhados.
Meia Desfeita de Bacalhau com Grão


O que faz falta para 2 a 3 pessoas:

2 Postas de Bacalhau médias
5 chávenas de Grão cozido
1 fio de Azeite generoso
1 Cebola grande em meias luas
4 dentes de Alho picados
2 folhas de Louro
Pimentos Assados a gosto (opcional)
1 colher chá de Colorau
1 colher sopa de Vinagre (ou mais depende do gosto)
1 raminho de Salsa fresca picada
1 Ovo Cozido
Azeitonas pretas para decorar

Como Fazemos:

Começamos por cozer o bacalhau em água. Quando ferver, deixamos cozinhar por 5 a 8 minutos. Retiramos e deixamos arrefecer um pouco. Depois, limpamos de peles e espinhas. Lascamos o bacalhau e reservamos.

Numa frigideira, aquecemos o azeite, refogamos a cebola e o alho com a folha de louro. À parte, numa assadeira colocamos, o grão e o bacalhau. Misturamos a cebolada e o pimento assado. Temperamos com a salsa picada (reservando um pouco para polvilhar ao servir), o colorau e o vinagre. Envolvemos tudo. Se necessário, regamos com mais um pouco de azeite para não secar muito. Levamos ao forno a 200ºC por 10 a 15 minutos.

Retiramos e decoramos com os ovos cozidos, as azeitonas e a restante salsa picada. Servimos quente ou morna.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

As bolachas mais Estaladiças de Aveia!





Ultimamente fazer bolachas tem sido uma constante cá em casa. Convenhamos que ligar o forno nesta altura do ano sabe mesmo bem. E aquele cheirinho acolhedor de bolachas acabadas de fazer? É fantástico! Das mais simples às mais complexas tenho me aventurado em várias receitas. Somos gulosos assumidos, tanto gostamos daqueles cookies mais gordinhos e húmidos como de bolachas estaladiças. E a partilha de hoje recaí nestas últimas. 

Estas bolachas são tão estaladiças que não podiam ter outro nome. Ficam meio caramelizadas graças ao açúcar mascavado. Nem todas as bolachas de aveia são saudáveis. Estas, aviso-vos já, não são. E são perigosamente viciantes.

Se são fáceis de fazer? Claro que sim! São meio rústicas, a massa é mais mole que o normal em bolachas e são dispostas em colheradas. Convém deixar bastante espaço entre elas porque elas “abrem” bastante. É aqui que está o seu encanto. Abrem e ficam fininhas e crocantes. As colheradas não precisam de ser generosas porque se não vão ter umas bolachas gigantes. Igualmente boas mas difíceis de guardar no pote das bolachas. Aconselho também a deixarem arrefecer antes de as retirarem do papel vegetal porque por serem finas podem partir-se.  E depois de frias retiram-se com mais facilidade.

Esta massa rende cerca de 30 bolachas mais coisa menos coisa e depois de frias conservam-se num recipiente bem fechado para preservar a textura.
Em baixo deixo o vídeo da preparação das mesmas para provar que mais simples não há!
Um beijinho,
Bons Cozinhados! Até breve!

Estaladiças de Aveia
O que faz falta para aprox. 30:
250 gr. de Manteiga
175 gr. de Açúcar Branco
45 gr. de Açúcar Mascavado
1 Ovo M
1 colher chá de Baunilha
125 gr. de Farinha
1 colher café de Fermento em pó
1 colher café de Bicarbonato de Sódio
1 colher café de Sal fino
200 gr. de Flocos de Aveia suaves


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Pão de Espelta e Frutos secos…a correr! (robot&tradicional)

Há muito tempo que por aqui não se fazia pão caseiro. A desculpa do tempo que passa a correr e das mil e uma tarefas que temos de fazer em 24 horas vai adiando. O tempo é uma coisa valiosíssima nos dias de hoje. É como que um bem precioso. E na verdade é mesmo. Nós é que não nos apercebemos. Dar tempo a alguém torna-se um gesto especial. Passar tempo com alguém, escutar esse alguém pode ser um gesto de amor e de demonstração de carinho. Já pensaram como as nossas vidas andam aceleradas?

Às vezes, observo o ritmo frenético com que as pessoas se movem. Muitas vezes dispensam o “bom dia” e a cara fechada é uma constante. Isso assusta-me um pouco. No outro dia, na caixa do supermercado dei a minha vez a uma senhora que só tinha um artigo. A senhora agradeceu-me tanto que eu até estranhei. Será normal estranharmos este tipo de coisas? As palavras dela foram que “é raro encontrar alguém simpático nos dias que “correm”. Lá está, os dias correm. Eu fiquei a pensar naquilo! A vida é complicada, eu sei. Mas de vez em quando permitam-se abrandar o ritmo. Olhar à volta. Dizer “bom dia”, sorrir, pensar no que de positivo têm. O vosso corpo vai agradecer-vos mais tarde. Toda esta reflexão porque fiz pão em casa? Sim!

Fazer pão pode ser relaxante. O pão demora a levedar e a crescer. Assim como nós. Levamos a vida toda a aprender, se formos abertos a isso. E podemos crescer em qualquer idade. Mudar de hábitos e fazer algo que nos equilibre.
Posto isto, como andava um pouco acelerada e depois da troca de palavras no supermercado fui para casa fazer pão. Foi lá, no Aldi, que comprei a farinha de espelta e também a mistura de frutos secos. Fica a dica amiga! Que pão fantástico, é o que vos tenho a dizer! Pode ser perfeitamente comido com compota, manteiga, fica delicioso com queijo ou servir como caminha de um hambúrguer.

É super fácil de fazer. A massa é mais para o leve e pegajosa mas trabalha-se muito bem. E o cheiro que deixa em nossa casa? É um ambientador natural. Já me tinha esquecido deste aroma fantástico. Depois disto é relaxar a comer um pão morninho com uma bebida quente e perder algum tempo a disfrutar.

Um beijinho,
Bons Cozinhados! Até breve.
P.S. Podemos saber mais sobre os benefícios da farinha de espelta aqui.
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Pão de Espelta e Frutos Secos

O que faz falta:
200 ml + 100 ml de Água morna
1 pacote de Fermento biológico seco (7 gramas aprox.)
1 colher sopa de Xarope de Agave ou Mel
500 gr. De Farinha de Espelta
1 colher sopa rasa de Sal
2 colheres sopa de Azeite
1 chávena chá de Frutos Secos e Sementes (passas, nozes, cajus, amendoas, sementes de girassol)

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Como Fazemos:

Robot de Cozinha (yämmi 1 com lâmina de mistura)
No copo do robot, colocamos 100 ml de água , o fermento e o agave/mel. Programamos por 3 minutos na velocidade 1 a 37ºC.
De seguida, acrescentamos a farinha de uma vez, a restante água, o azeite e o sal. Primeiramente ligamos por 15 segundos na velocidade 4. Depois amassamos por 3 minutos na velocidade 3.

Adicionamos os frutos secos picados grosseiramente e misturamos por 15 segundos na velocidade 5. Com as mãos enfarinhadas retiramos a massa do robot e transferimos para um recipiente untado com azeite. Deixamos levedar por 1 hora num sítio abrigado com um pano por cima.
Findo esse tempo, retiramos a massa para uma bancada enfarinhada e moldamos 6 bolinhas. A massa é pegajosa por isso é importante enfarinhar bem as mãos e a bancada.

Colocamos as bolinhas num tabuleiro forrado com papel vegetal e enfarinhado também. Tapamos novamente e deixamos levedar por mais 30 minutos.
Entretanto ligamos o forno para aquecer no máximo. Colocamos lá dentro um recipiente onde iremos colocar água para criar vapor e assim ajudar a formar uma crosta mais proeminente.

Passados os 30 minutos, colocamos água no recipiente que está forno, preferencialmente a ferver. Baixamos o forno para os 200ºC e levamos os pães a cozer por 25 a 30 minutos.

Retiramos os pães do forno e deixamos arrefecer numa rede. Comemos morninhos ou frios. Depois de frios conservam-se por 2 dias num saco fechado.

Modo Tradicional
Num recipiente misturamos os 100 ml de água morna com o fermento e o agave/mel. Deixamos descansar por 10 minutos.

Num recipiente largo, colocamos a farinha, abrimos um buraco ao meio e adicionamos a restante água morna, a mistura do fermento, o azeite e o sal. Amassamos bem com as mãos ou com uma batedeira com as varas de massa. Quando a massa formar uma bola juntamos os frutos secos picados grosseiramente e amassamos mais um pouco. Deixamos levedar por 1 hora num sítio abrigado com um pano por cima.

Findo esse tempo, retiramos a massa para uma bancada enfarinhada e moldamos 6 bolinhas. A massa é pegajosa por isso é importante enfarinhar bem as mãos e a bancada.

Colocamos as bolinhas num tabuleiro forrado com papel vegetal e enfarinhado também. Tapamos novamente e deixamos levedar por mais 30 minutos.
Entretanto ligamos o forno para aquecer no máximo. Colocamos lá dentro um recipiente onde iremos colocar água para criar vapor e assim ajudar a formar uma crosta mais proeminente.

Passados os 30 minutos, colocamos água no recipiente que está forno, preferencialmente a ferver. Baixamos o forno para os 200ºC e levamos os pães a cozer por 25 a 30 minutos.

Retiramos os pães do forno e deixamos arrefecer numa rede. Comemos morninhos ou frios. Depois de frios conservam-se por 2 dias num saco fechado.

Nota: Podemos ver a tabela de conversão e equivalências entre diferentes robots aqui e assim adaptar a receita a cada robot.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Corações de Nutella...rápido e infalível! (em vídeo)

É oficialmente dia dos namorados. Estou a escrever-vos às 00 horas do dia mais romântico do ano! O dia onde o amor de todos os dias é reforçado. Há quem ligue e há quem nem por isso. Eu estou no meio caminho. Digo sempre que todos os dias são bons dias para mimarmos quem amamos. Seja a família, a cara metade ou os amigos.
Festejar o amor não têm que envolver gastos mas sim empenho e dedicação. Isso sim vai surpreender. 
Por aqui não somos de grandes festejos mas gostamos sempre de celebrar mais um ano juntos. Como? A fazer aquilo que melhor sabemos. A comer! Há sempre um petisco mais especial.

A receita que partilho hoje é para vocês que andaram a festejar à grande no Carnaval e ainda estão meio "abananados" com tanta folia. Não querem deixar passar este dia em branco mas também já não têm tempo para grandes preparações? Esta receita é para vocês! É fofinha, estaladiça e tem nutella. Combinação de arrasar. 

Bora lá? Arrebatar corações neste dia? Um beijinho. Até breve. Bons Cozinhados! 😚
Corações de Nutella

O que faz falta:
Massa Folhada
Nutella
Cortador de Coração
Papel Vegetal
Gema de Ovo Batida
Açúcar em Pó

Como Fazemos:
Começamos por pré-aquecer o forno a 180ºC. De seguida, cortamos corações de massa todos do mesmo tamanho com a ajuda de um cortador de bolachas.
No meio de um coração de massa folhada colocamos uma colher de café bem cheia de nutella, por cima colocamos outro coração de massa folhada. Fechamos com a ajuda de um garfo. Fazemos uns furinhos no meio.
Dispomos os corações num tabuleiro com papel vegetal. Pincelamos com a gema de ovo batida. 
Levamos ao forno por 15 a 20 minutos. Polvilhamos com açúcar em pó.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Barras Energéticas de Tâmaras e Chocolate Negro...com vídeo!

Olá, 😊
Hoje há receita FIT no blog...o quê??????? Sim!!!!! E porquê? Porque sim! 😅 Já deu para perceber que hoje estou muito "engraçadinha". Boa disposição, um dos elementos mais importantes para a nossa mente andar saudável...mas a malta muitas vezes não se lembra disso.

Ora então, passando ao que interessa. Hoje temos uma receita saudável. Sabem como eu sou. Não sei cá se é "gluten free" e essas coisas todas. Sei dizer-vos que é feita com ingredientes do bem e é muito boa! Isso é!
No ano passado eu andei toda certinha na alimentação. Toda eu era equilíbrio e força de vontade. Este ano tem sido mais díficil. Será porque está frio? Será porque a pessoa esconde aquela "pancinha" por baixo do cachecol? Não sei dizer...

O problema têm sido os lanches. Porque às refeições está tudo certo! Comemos quase sempre em casa, levamos marmitas e eu esforço-me para cozinhar o mais saudável possível dentro dos nossos aspirações. Sabe sempre bem levar aquele bolinho para o lanche ou comer aquela bolachinha quando se chega a casa. Eu culpo o Inverno! 

Para pôr termo a esta situação...comecei a procurar soluções que fossem apelativas e que nos satisfaçam a gula naqueles momentos de desespero por algo doce. E acho que até me safei bem. Estas barrinhas são incríveis. São muito saborosas e dão aquele "boost" que nos puxa lá para cima como se tivessemos comido uma caixa de ferrero rocher. Vá também não vamos exagerar...mas são realmente fantásticas. A consistência é perfeita. Não vou dizer...Ah isto não engorda nada! Mas é saudável, sabemos o que estamos a comer e faz-se num instante. Além disso rende.  Vejam só essa textura... ↓

Agora vou andando porque também não me quero alongar muito. Um beijinho. Bons cozinhados. Experimentem e digam alguma coisa! Xauuuu! 😚

P.S. Há vídeo disto, por isso não há desculpas. Podem ver aqui ou visitar-me no youtube
Barras Energéticas de Tâmaras e Chocolate Negro

O que faz falta:
2 cups de Tâmaras descaroçadas
1/4 cup de Manteiga de Amendoim natural
75 gramas de Cajus picados (ou amêndoas)
1/2 cup de Coco ralado
1 colher sopa bem cheia de Canela em Pó
1 pitada de Sal fino
150 gramas de Chocolate Negro 75%

Como fazemos:

Picamos grosseiramente as tâmaras. Num robot de cozinha ou num processador de alimentos, colocamos as tâmaras, a manteiga de amendoim, os cajus, o coco, a canela e o sal fino. Picamos até obtermos uma massa (ver vídeo). Na yämmi demorou cerca de 40 segundos nas velocidades 6,7,8,9 progressivamente.

Forramos um tabuleiro, com cerca de 20 cm por 20 cm, com papel vegetal. Colocamos a mistura anterior no tabuleiro, pressionamos bem primeiro com uma espátula e depois com as mãos para unir toda a mistura. Reservamos.

Levamos o chocolate aos pedaços, ao microondas po 2 minutos. Mexemos bem até estar cremoso. Vertemos sobre a forma e espalhamos para cobrir toda a superfície. Levamos ao frio por 1 hora.

Retiramos, partimos em barras com uma faca afiada. Conservamos no frio por um máximo de 2 semanas. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Cheesecake de Oreo no Copinho...em 15 minutos (com vídeo).

Se a última receita aqui do blog foi saudável esta foge um pouco disso. Mas é segunda-feira, dia em que o humor de alguns está mais sensível. Por isso, nada melhor que um docinho para acalmar a alma e adoçar o coração.

A par de tudo o que tem chocolate o cheesecake é uma das sobremesas que mais aprecio. Há uns tempos descobri que podíamos adaptar a receita de cheesecake e fazê-lo servido num pote. É uma óptima ideia. Fica muito apelativo e não há risco de correr mal ao desenformar. Além disso, é uma receita fácil e bastante rápida. Que impressiona os mais gulosos e quem gosta muito de bolachas oreo não vai dizer que não. Experimentem e vão ver do que falo. 

A primeira receita gulosa do ano foi feita para um convívio especial. Não há nada melhor como partilharmos comidinhas boas e feitas com amor. 

Espero que gostem. Um beijinho e bons cozinhados! 😚

Cheesecake de Oreo no Copinho

O que faz falta para 4: (dependendo do tamanho do copo)
50 gr. de Açúcar em pó
150 gr. de Queijo Creme (tipo philadelphia)
15 Bolachas (tipo oreo)
200 ml de Natas para bater (bem frescas)


Como Fazemos:
Começamos por picar as bolachas, reservando duas para decorar no final. Num recipiente, misturamos o açúcar com o queijo creme. De seguida, adicionamos as natas bem frescas (colocar no congelador 10 minutos antes de bater). Batemos até obtermos um creme firme (ver vídeo para saber a consistência certa).
Envolvemos 4 colheres de sopa das bolachas picadas. Num copo, colocamos no fundo uma camada de bolachas, por cima uma camada de creme e assim sucessivamente.
Partimos as bolachas inteiras ao meio e decoramos por cima. Levamos ao frio até servir.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Carbonara Saudável com Noodles de Courgette

Chegámos!!!! Atrasados mas cá estamos nós. O fim do ano revelou-se atribulado e o inicio também. Mas tudo é ultrapassado com força e boa energia.
Tenho que confessar que as festas trouxeram uns kilinhos a mais. Nada de problemático, espero eu. Por isso, e porque Janeiro é o mês quase oficial dos começos/recomeços de vida saudável a receita não podia ser outra. Tinha que ser saudável. Ou uma tentativa de o ser. Eu acho que me saí bem.
Adoro carbonara, seja a versão original com ovos e parmesão ou a versão casual feita com natas. É uma das minhas pastas preferidas por gostar muito de bacon, talvez.

No entanto, a pasta de hoje não leva bacon nem massa. Leva sim fiambre de perú e zoodles ou noodles de courgette. Fica quentinha, reconfortante assim como a original e claro, muito mais amiga da barriguinha.
Aqui por casa ainda não temos forma de fazer os noodles de courgette por isso comprámos feitos no Lidl. E a experiência foi boa. 

Espero que gostem desta receita. É simples e rápida se tiverem tudo à mão. Se fizerem, não se esqueçam de partilhar comigo a vossa experiência. Ficaria muito contente. 
Um beijinho. Até breve. Bons Cozinhados. 😚
Noodles de Courgette à Carbonara

O que faz falta para 2: 
300 gr. noodles de Courgette
100 gr. de Fiambre de Perú em cubos
6 Cogumelos frescos laminados
Meia Cebola em meias luas finas (opcional)
2 dentes de Alho picadinhos
100 ml de Natas de Soja
1 fio de Azeite
Sal, pimenta preta q.b.
1 ramo de Salsa fresca picada
Queijo Parmesão ou Mozzarella ralado 
Como Fazemos
Começamos por refogar as cebolas com os alhos. Juntamos os cogumelos e deixamos cozinhar em lume médio. De seguida, adicionamos o fiambre e deixamos dourar um pouco. 
Regamos com o molho de soja e envolvemos os noodles de courgette na mistura. Temperamos com sal e pimenta preta. Deixamos cozinhar durante uns 5 minutos em lume brando depois de ferver. Mexemos delicadamente.
Retiramos do lume. Servimos quentinha polvilhada com queijo e perfumada com salsa.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Bolo de Caramelo e Erva Doce...em vídeo!

Olá amigos cozinheiros,
Como estão os preparativos para o Natal? Por aqui têm sido dias atribulados.  Até ontem ainda não tinha dado por já estarmos a uma semana do Natal. Que o novo ano nos traga mais tranquilidade e desafios positivos. 

A receita que fiz hoje foi inspirada numa pessoa que conheci nos meus tempos de escola. Ainda existem pessoas boas por aí. 😁 Que por mais tempo que passe nos recebem sempre sorridentes e com carinho. Lembro-me da minha mãe uma vez ter feito este bolo para eu levar para a escola a propósito de uma ocasião especial que agora não me recordo. E esta querida amiga adorou! Escusado será dizer que este bolo foi repetido imensas vezes.

O engraçado é que foi uma invenção da minha mãe porque os bolos dela na altura, devido ao forno, pegavam-se sempre à forma e então ela metia sempre caramelo. Uma invenção que deu certo e que nos relembra boas pessoas.
É uma receita simples. Lembrei-me de fazê-la nesta altura porque para além de nos ser uma receita querida, esta é também uma receita bastante fácil. Feita num recipiente só. 
Ora já andamos atarefado com as filhoses, com as rabanadas, com o arroz doce mas não queremos deixar de ter um bolinho na mesa. Este tem boa pinta e faz-se num instante. 

Espero que gostem desta sugestão. Um beijinho. Até breve. Bons cozinhados.😚
Bolo de Caramelo e Erva-Doce

O que faz falta:
5 Ovos
2 cháv./cups de Açúcar
1 cháv./cup de Óleo
1 cháv./cup de Leite (usei de amêndoa)
2 chav./cups de Farinha
1 colh. chá de Fermento em pó
1 colh. sopa e meia de Erva-Doce
Caramelo Liquido q.b.

Como Fazemos:

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Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Batermos os ovos com o açúcar até obtermos um creme fofo e volumoso. Adicionamos o óleo, o leite  e a farinha em duas vezes. Batemos em cada uma das duas. Juntamos o caramelo a gosto e a erva-doce. Envolvemos na massa. Barramos a forma com caramelo. Vertemos a massa na mesma. Levamos ao forno por 50 minutos ou até o palito sair seco. Passamos a faca à volta da forma e desenformamos. Servimos morno ou frio.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Bacalhau à Zé do Pipo...quentinho e com vídeo!

Olá amigos cozinheiros,
Hoje partilho uma receita bem tradicional. O famoso e quentinho Bacalhau à Zé do Pipo. Dispensa apresentações. Todos nós sabemos que é um prato reconfortante e bem Português. 

Gostamos muito deste prato cá em casa. Somos amantes assumidos de maionese e eu adoro puré. É aquela comidinha que lembra a casa das mães e dos avós. Bem sei que há por aí muita gente que tem um trauma por causa daquele puré que comíamos nas cantinas da escola.😁Mas nada se compara a um puré caseirinho. Experimentem e depois falamos! 

Já há algum tempo que em minha casa, começámos a fazer outro tipo de pratos com bacalhau na consoada. O bacalhau cozido e as couves ficam para outro dia e optamos por receitas diferentes. E esta pode bem ser uma sugestão para esse dia. É bem quentinho e reconfortante. Como são boas as comidas de forno nesta altura. Não acham?

Sem mais demoras apresento-vos o primeiro post e vídeo natalício aqui do blog. Com a participação especial do gato Fred. 🎅
Espero que gostem desta minha versão deste prato e que se inspirem para o vosso Natal! Acreditem, o bacalhau e a maionese fazem o casamento perfeito. Um beijinho e bons cozinhados. 😙


Bacalhau à Zé do Pipo

O que faz falta:
1 kg de Batatas
2 colh. (sopa) de Manteiga
100 ml de Leite 
2 Gemas de Ovo
Sumo de Limão q.b.
Sal, pimenta preta e noz-moscada q.b.
3 Postas de Bacalhau demolhadas
1 Cebola e Meia
2 dentes de Alho e meio
1 fio generoso de Azeite
1 folha de Louro
1 raminho de Salsa fresca
4 colh. (sopa) bem cheias de Maionese
Azeitonas Pretas q.b.
↓↓↓↓↓↓↓↓↓ VER VÍDEO!!! ↓↓↓↓↓↓↓↓↓
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Como fazemos:
Começamos por fazer o puré. Cozemos as batatas com água e sal. Escorremos a água e reduzimos as mesmas a puré de forma que preferirmos. Juntamos a manteiga e o leite. Temperamos com pimenta preta e a noz moscada. Rectificamos o sal, se necessário. Levamos ao lume brando e envolvemos tudo. Juntamos as gemas batidas e o sumo de limão e envolvemos mais um pouco. Reservamos.

De seguida, cortamos as cebolas em meias luas e picamos os alhos. Refogamos com um fio generoso de azeite e uma folha de louro. Retiramos da frigideira e reservamos. Nessa mesma frigideira bem quente, douramos o bacalhau de um lado e de outro. Retiramos e reservamos.

Aromatizamos a maionese. Para isso, misturamos o meio dente de alho picado e a salsa igualmente picada. Misturamos bem.

Para montar necessitamos de um tabuleiro refractário. Primeiro, colocamos as posta de bacalhau lado a lado com a pele para cima ou para baixo, consoante a preferência. Cobrimos com a cebolada. Espalhamos o puré à volta. Barramos o bacalhau com a maionese. Decoramos com azeitonas pretas.

Levamos ao forno a 200ºC por 20 minutos até dourar. Servimos bem quente.
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Cheesecake de Limão...o primeiro de muitos!

Olá amigos cozinheiros, 🙋
A partilha de hoje é bem fresquinha e colorida. Para animar os dias cinzentos e para surpreender o nosso paladar. 
Este é o meu primeiro cheesecake. Eu adoro! É daquelas sobremesas que não consigo resistir. O meu esquisito nunca tinha provado por levar ingredientes que ele não aprecia. Mas este ele teve que experimentar e gostou. Fiquei tãooo contente! Porque ao fazer uma maravilha destas, ela tem que ser partilhada. Neste caso, comi a meias com o meu Sarinho e com uma amiga fofinha que me visitou esta semana. Muito bem partilhado. 💓

A receita escolhida para a estreia foi uma adaptação da tão querida La Dolce Rita e correu às mil maravilhas. O sabor é intenso a limão o que faz com que este cheesecake não seja nada enjoativo. É de comer uma fatia atrás da outra. Que perigo! 😂

Pensem como seria uma maravilha terem esta sobremesa para aquele almoço de Domingo mais demorado. Ainda estão a tempo. 
Um beijinho. Até breve. Bons Cozinhados!


Cheesecake de Limão
Receita adaptada de: La Dolce Rita

O que faz falta:
Para o Curd de Limão
150 gr. de Açúcar
Casca de 1 Limão pequeno
70 gr. de sumo de Limão
60 gr. de Manteiga
3 Ovos
Para o Cheesecake
150 gr. de Bolachas (maria ou digestivas)
65 gr. de Manteiga
200 gr. de Queijo Creme
200 ml de Natas para bater
50 gr. de Açúcar em pó
2 folhas de Gelatina


Como Fazemos:
Para fazer o curd no Robot de Cozinha
Colocamos no copo do robot, bem seco, o açúcar e a casca de limão. Programamos na velocidade 9 por 20 segundos. Acrescentamos o sumo de limão e a manteiga, programamos 1 minuto na velocidade 3.
Adicionamos os ovos e batemos por 20 segundos na velocidade 4. De seguida, programamos mais 10 minutos na velocidade 2 a 90ºC.
Retiramos do copo e deixamos arrefecer completamente antes de usar. 

Para fazer o Curd de forma Tradicional
Num tachinho, colocamos a manteiga, o açúcar, o sumo de limão e a raspa fina. Levamos ao lume até ferver e dissolver o açúcar.
Retiramos do lume e misturamos os ovos batidos com uma vara de arames sem parar de mexer. 
Levamos novamente ao lume brando, mexendo sempre até engrossar.  Retiramos do lume, transferimos para um recipiente frio e deixamos arrefecer completamente antes de usar.


Para fazer o Cheesecake de Limão
Começamos por triturar as bolachas até estas ficarem reduzidas a pó. Misturamos a manteiga derretida com as bolachas. Forramos a base de uma forma de fundo amovível (20 cm) com a mistura de bolachas e manteiga. Pressionamos para ficar bem ligada. Levamos ao frio para firmar.
De seguida, batemos o queijo creme com o açúcar até ficar cremoso. Adicionamos as natas bem frias, batemos até ficarem volumosas e firmes.
Juntamos metade do curd de limão e reservamos a outra metade. Envolvemos bem no creme de queijo. 
Hidratamos as folhas de gelatina em água fria por 10 minutos. Escorremos as folhas e dissolvemos as mesmas numa colher de sopa de água a ferver. Se não ficarem bem dissolvidas levamos por 30 segundos ao microondas. Retiramos um pouco de creme para o recipiente e envolvemos na gelatina dissolvida. Depois envolvemos essa mistura de gelatina novamente no creme de queijo e limão. Misturamos bem. 
Vertemos esse creme na forma por cima da base de bolacha. Levamos ao frio por no mínimo 4 horas ou idealmente de um dia para o outro. Passado esse tempo, regamos com o restante curd de limão e decoramos a gosto. 
Levamos ao frio até servir.
Servimos fresco e para partir na perfeição aquecemos a lamina de uma faca e partimos.