terça-feira, 7 de abril de 2020

Pão Chapata 100% Espelta

Olá amigos cozinheiros,
Que tal vai tudo por aí. Eu sei, andamos todos a fazer pão. E há mil e uma receitas apelativas por aí. Mas este pão é diferente. É feito com farinha de espelta unicamente. Com a alma de padeiros amadores que tem descido em todos nós a farinha de trigo tem sido mais escassa de encontrar, pelo menos por aqui. Então esta é uma opção alternativa e um pouco mais saudável. Fica um pão com uma crostazinha e um miolo macio. Tem um saborzinho característico e faz umas torradinhas deliciosas. 

Vamos lá? Libertar essas energias? Um grande beijinho. Até breve. 
Pão Chapata 100% Espelta

O que faz falta:
400 gr. de Farinha de Espelta (usei a Bio do Lidl)
1 Saqueta de Fermento Biológico Seco
1 colher de chá de Sal
250 ml de Água Morna

Como Fazemos:
Robot
No copo, colocamos a água e o sal. Amornamos a 37ºC por 2 minutos na velocidade 1. Juntamos a farinha de espelta e o fermento. Ligamos na velocidade 4/espiga por 4 minutos. 
Untamos um recipiente com azeite e transferimos a massa para o mesmo. Deixamos levedar por 1 hora e meia ou até dobrar de volume num sítio abrigado.
Aquecemos o forno no máximo com um recipiente refractário com água lá dentro. 
Moldamos o pão ligeiramente achatado e fazemos uns cortes com uma faca para decorar. Transferimos para um tabuleiro com papel vegetal e farinha no fundo. Baixamos o forno para os 200ºC e cozemos por 30 minutos. Retiramos do forno e deixamos arrefecer numa grade. 
Tradicional
Num recipiente ou numa bancada colocamos a farinha e abrimos uma cavidade ao meio. Juntamos a água morna, o sal e o azeite. Misturamos ligeiramente com as mãos ou com uma batedeira com gancho de massas pesadas. Adicionamos o fermento e amassamos bem, novamente com a batedeira ou com as mãos até obtermos uma massa bem ligada. 
Transferimos para uma taça untada com azeite, tapamos e deixamos levedar por 1 hora e meia ou até dobrar de volume, num sítio abrigado. 
Aquecemos o forno no máximo com um recipiente refractário com água lá dentro.
Moldamos o pão ligeiramente achatado e fazemos uns cortes com uma faca para decorar. Transferimos para um tabuleiro com papel vegetal e farinha no fundo. Baixamos o forno para os 200ºC e cozemos por 30 minutos. Retiramos do forno e deixamos arrefecer numa grade.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Bifaninhas no Pão...um petisco para animar a malta!

Mais uma segunda-feira. Quantas vezes nos queixámos deste dia? E agora estamos nesta realidade. Alguns de nós a trabalhar a partir de casa, outros nem por isso. Por aqui estamos nas duas vertentes. Queria muito poder escrever sobre outra coisa mas nos dias que correm é dificil. É dificil não sentir uma angústia por mais pequena que seja. Temos uma bebé muito pequenina e penso muitas vezes que mundo irá ela encontrar quando crescer. Acho que ainda não percebe e ainda bem. Deve ser complicado explicar o que se está a passar aos miúdos. Se até para nós, adultos, é complicado de assimilar às vezes. E para nós, o mais desafiante nem tem sido estar em casa. Porque com uma Gabriela de 6 meses, a casa e o trabalho para gerir, os dias passam muito rápido. O verdadeiro desafio é estar longe dos nossos. Eu, por exemplo, nunca estive mais de duas semanas sem ver os mais pais. É um mal necessário bem sei. Mas o meu coração bate mais forte quando penso nisto tudo. Mas vamos passar à frente e vamos falar destas bifanas que vos trago hoje.

Quem não gosta de bifanas? Por aqui somos fãs. Apaixonados assumidos pela versão de Vendas Novas mas com um amor forte também pela versão à Moda do Porto. Somos como o Marco Paulo e temos dois amores que em nada são iguais e não temos a certeza de qual gostamos mais. 
A receita que vos trago hoje é assim mais a puxar para a versão à Moda do Porto. Não posso afirmar que são as autênticas mas que são inspiradas. O processo é simples. Um par de dicas e truques essenciais e teremos umas bifanas tenrinhas e saborosas. 

É obrigatório que as bifanas sejam cortadas em tiras muito finas para absorver todo o sabor. O pão em que as vão servir é quase tão importante como as bifanas em si. Por aqui usamos um pãozinho caseiro. Uma receita de papossecos que já tenho por aqui. Posto isto, as bifanas ficam melhores feitas com antecedência para descansarem e realçarem o real sabor. Um par de horas será o suficiente. Convém ser usada uma carne com qualidade. E sim, a receita leva muito álcool mas o mesmo vai evaporar, não se preocupem.

Guardem esta receita para um dia que não estejam de dieta porque vai ser dificil comer só uma. Talvez o próximo fim-de-semana ou folga? Dou-vos a receita atempadamente para planearem melhor a vossa petiscada. 
Por hoje é tudo, despeço-me com um beijinho de força para todos nós. Tenham juízo. Comam bem e cuidem-se!
Bifaninhas
O que faz falta para 6:
1 fio generoso de Azeite
500 gr. de Bifanas em tiras muito finas
5 dentes de Alho laminados finamente
2 folhas de Louro
1 colher sopa de Colorau ou Massa de Pimentão (funciona com os dois: usei massa de pimentão)
Sal e Pimenta a gosto
150 ml de Vinho Branco
200 ml de Cerveja
4 colheres sopa de Whisky
2 colheres sopa de Vinho do Porto
1 Limão Pequeno 
Picante a gosto (opcional)

Como Fazemos:
No fundo de uma frigideira, colocamos o fio de azeite, os alhos, o louro, a pimenta e o pimentão. Deixamos ferver um pouco o azeite até o alho largar o seu aroma. Juntamos as bebidas e o sal. Quando levantar fervura novamente, dispomos a carne e espalhamos de forma ficar bem separada. Adicionamos o picante, opcionalmente. Regamos com sumo do meio limão. A outra metade colocamos inteira na frigideira. Tapamos a frigideira e deixamos ferver em lume brando por 1 hora e meia a duas horas, vigiando de vez em quando. 
Depois é só servir num pão morninho ou ligeiramente torrado com o molhinho por cima. 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Bolo Molhado de Limão com Sementes de Papoila

O fim-de-semana está à porta e continuamos por casa. Nada melhor para nos adoçar a alma como um bolinho. Estes dias em que estamos em casa fazem-nos facilmente cair na tentação. Por aqui andávamos a pecar demasiado mas já estamos novamente no equilíbrio. Ou tentamos, pelo menos. 

A sugestão que tenho hoje é de um bolinho de limão, muito adorado por aqui, com coco para dar uma textura e com umas sementes de papoila que saltam à vista. Para acabar em beleza é humedecido com uma calda. Leva poucos ovos, o que convém agora e todos os ingredientes são fáceis de encontrar na despensa aí e casa. Se não tiverem sementes de papoila façam na mesma fica igualmente bom. 

Deixo-vos com a receita e mando-vos um beijinho. Protejam-se e protejam. Até breve.
Bolo Molhadinho de Limão com Sementes de Papoila

O que faz falta:
150 gr. de Manteiga
200 gr. de Açúcar
3 Ovos
1 Limão médio (raspa)
50 gr. de Coco ralado
240 gr. de Farinha para bolos com Fermento
200 ml de Leite
1 colher sopa de Sementes de Papoila
Calda: 3/4 chávena de Açúcar + Sumo do Limão raspado

Como fazemos:
Batemos a manteiga com o açúcar. Juntamos os ovos e a raspa de limão. De seguida, envolvemos o coco ralado. Misturamos a farinha e as sementes de papoila num recipiente à parte. Juntamos alternadamente a farinha com as sementes e o leite, batendo sempre.

Untamos uma forma rectangular ou quadrada com manteiga, forramos o fundo com papel vegetal, voltamos a untar com manteiga e enfarinhamos. Vertemos a massa na forma e levamos ao forno a 180ºC por 20 minutos. 

Entretanto fazemos a calda. Levamos ao lume o açúcar e o sumo de limão até formar uma calda. Mexemos para ajudar o açúcar a dissolver. Quando o bolo estiver cozido retiramos do forno, deixamos arrefecer um pouco, picamos toda a superfície com um garfo e regamos com a calda. Deixamos a calda absorver. Cortamos em pedaços e servimos frio. 

sábado, 14 de março de 2020

Pão de Mistura Fácil para nos reconfortar e uma reflexão!

Não costumo falar de assuntos da actualidade. Mas face ao que vivemos em Portugal decidi pronunciar-me. Estamos perante uma ameaça real e se a desvalorizam fazem mal. Está na hora de sermos responsáveis e de deixarmos de lado pensamentos do "só acontece aos outros" ou "se morrer disto não morro de outra coisa". Nós Portugueses somos, na sua maioria, um povo grandioso que se une nas horas mais negras. Basta relembrar algumas das crises que passamos anteriormente.

O vírus que tanto se fala ultrapassa idades, políticas, clubes, classes sociais e religiões. Todos nós temos pessoas queridas no grupo de risco. E temos também pessoas reticentes em cumprirem o que nos é aconselhado. Cabe-nos alertar e motivar essas pessoas. Está na hora de nos preocuparmos, além de connosco próprios, com o próximo. Bem sei, que está sol e a Primavera está aí mas se continuarmos a deixar andar todos os dias os números vão aumentar. Informem-se, vejam o que aconteceu ou está a acontecer à nossa volta. Evitem os comportamentos de risco e assim todos nós iremos aproveitar o sol e o Verão bem próximo. Não é tempo para rebeldias. Vamos esquecer onde começou, porque começou e pensar no agora.

Andamos todo o ano a apregoar que não temos tempo para fazer isto e aquilo. Ora bem, aproveitemos agora. Leiam, vejam aquela série, em caso de loucura limpem a casa ou cozinhem. Cozinhem com a vossa família, com os vossos filhos ou sozinhos. Ocupem a mente. Sejam criativos. E acima de tudo mantenhamos a calma. Aproveitemos para reflectir sobre a simplicidade e o minimalismo. Vamos voltar a desenterrar hábitos antigos e a renovar os novos. Pensem mais além. Hoje, mais que tudo, respeitem o próximo. Aquele que não tem outro remédio sem ser sair de casa com o coração nas mãos e a responsabilidade nos ombros.

No entanto, devemos evitar o alarmismo e o excesso de informação. Informem-se em sítios confiáveis e não naqueles que querem semear o caos para retirarem proveito disso. Devemos apenas ter consciência do que está por vir e se continuarmos todos com determinados comportamentos não vai ser bonito. Mantenhamos a cabeça assente nos ombros e o pensamento positivo. Lembrando que os Portugueses já conseguiram grandes feitos advindos da sua união e espírito de entreajuda. 

Vamos lá, não custa nada. Protejam-se porque isso vai proteger os vossos pais, avós, filhos, primos, tios e amigos. Deixo-vos com um sentimento de esperança, de positivismo e com uma receita de pão fácil para fazerem nos tempos livres. Pois, amassar um pão faz libertar muita energia. A mais pequena moradora cá de casa adorou meter a mão na massa. O  pão Português é muito famoso. E o que há de mais reconfortante que um pão morninho? Vai aquecer o coração de qualquer um.

Um beijinho a todos. Até breve!


Pão de Mistura Fácil

O que faz falta:
300 ml de Àgua
2 colheres de chá de Sal
1 colher de sopa de Azeite
1 saqueta de Fermento seco para pão
300 gr. de Farinha T65
200 gr. de Farinha Integral 
(Podem usar a mistura de farinhas que tenham em casa. Apenas trigo, de centeio, integral. Sendo a maior parte a de trigo).

Como fazemos: 

Robot
Colocamos a água e o sal no copo. Programamos a 37ºC, na velocidade 2 por 2 minutos. De seguida, juntamos as farinhas, o azeite e o fermento. Ligamos por 10 segundos na velocidade 6. Para finalizar amassamos na velocidade 4/espiga por 2 minutos.
Transferimos para uma taça untada com azeite, tapamos e deixamos levedar por 1 hora e meia ou até dobrar de volume, num sítio abrigado.  
Enfarinhamos a bancada e as mãos e damos forma ao pão. Damos uns golpes no mesmo, reservamos mais 15 minutos num tabuleiro forrado com papel vegetal e polvilhado com farinha.
Aquecemos o forno a 200ºC e colocamos no fundo um tabuleiro com água. O vapor vai ajudar a criar uma crosta mais estaladiça. Cozemos o pão por 35 a 40 minutos. 

Tradicional
Num recipiente ou numa bancada colocamos a farinha e abrimos uma cavidade ao meio. Juntamos a água morna, o sal e o azeite. Misturamos ligeiramente com as mãos ou com uma batedeira com gancho de massas pesadas. Adicionamos o fermento e amassamos bem, novamente com a batedeira ou com as mãos até obtermos uma massa bem ligada que descole com facilidade das mãos. 
Transferimos para uma taça untada com azeite, tapamos e deixamos levedar por 1 hora e meia ou até dobrar de volume, num sítio abrigado.  
Enfarinhamos a bancada e as mãos e damos forma ao pão. Damos uns golpes no mesmo, reservamos mais 15 minutos num tabuleiro forrado com papel vegetal e polvilhado com farinha.
Aquecemos o forno a 200ºC e colocamos no fundo um tabuleiro com água. O vapor vai ajudar a criar uma crosta mais estaladiça. Cozemos o pão por 35 a 40 minutos. 




segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Tarte de Amêndoa - Versão Robot

Olá amigos cozinheiros,
Hoje venho partilhar convosco uma das nossas doçuras preferidas cá de casa. Tarte de Amêndoa. Uma sobremesa bem tradicional e boa para nos lambuzarmos em qualquer altura do dia. 
Se não leram a minha publicação anterior, eu tive uma bebé, e agora tudo por aqui é feito em "pequenas e lentas prestações". Todas as ajudas e atalhos são bem-vindos. Então, tenho usado mais que nunca o meu robot de cozinha, coisa que não ligava assim muito anteriormente. 

Esta versão pode ser feita também de forma tradicional com a ajuda de uma batedeira. Mas se há por aí um ajudante de cozinha, não dispensem a ajuda. São apenas três etapas até terem a vossa receita completa. Motivados?
Se vos apetece uma coisa docinha com uma base macia e amanteigada com um cobertura estaladiça e caramelizada. Esta receita é isso tudo. 

Por aqui os dias tem sido todos passados na descoberta da maternidade. Com novas aprendizagens e desafios todos os dias. O tempo passa demasiado rápido para não aproveitar o máximo que possa. Mas muitas vezes bate a saudade de cozinhar e a Gabriela às vezes já me acompanha com os seus olhos muito vivos e atentos. Quem sabe consiga passar-lhe o meu gosto pela cozinha como a minha avó e a minha mãe me passaram.

Deixo-vos porque a minha bebé chama e o meu frango no forno também. Um beijinho e bons cozinhados. Espero conseguir escrever-vos em breve.

Tarte de Amêndoa
(Fonte: Yammi)

O que faz falta:
Base
150 gr. de Açúcar
200 gr. de FarinhaT55 sem Fermento
100 gr. de Manteiga (usei planta)
1 Ovo
1 Pitada de Sal
Manteiga para untar e farinha para enfarinhar a forma
Cobertura
150 gr. de Açúcar
120 gr. de Manteiga 
40 gr. de Leite
200 gr. de miolo de Amêndoa palitada


Como Fazemos:

1. Começamos por preparar uma tarteira, no meu caso usei uma forma de bolo com aro amovível. Untamos e enfarinhamos a tarteira. Colocamos de parte. Pré-aquecemos o forno a 180ºC. No copo do robot, adicionamos todos os ingredientes necessários para a base e programamos na velocidade 1 por 4 minutos. A massa fica com uma consistência mais pegajosa. Com a ajuda de uma espátula de silicone espalhamos a massa no fundo da forma. Levamos ao forno por 15 minutos. 

2. Entretanto, fazemos a cobertura. Juntamos a açúcar, a manteiga e o leite. Ligamos o robot na velocidade 2, por 9 minutos a 100ºC. Quando este processo finalizar, adicionamos as amêndoas e voltamos a ligar na mesma temperatura e velocidade por 1 minuto. 

3. Quando a base estiver cozida, retiramos do forno e picamos toda a superfície. Vertemos a cobertura de amêndoa. E levamos ao forno por 25 a 30 minutos ou até a base estar douradinha mas não muito escura. Passamos a faca à volta da forma e desenformamos. Servimos morninha ou fria. 

Nota: Para fazer de forma tradicional basta misturarmos todos os ingredientes necessários para a base com uma batedeira ou com as mãos até obtermos uma massa homogénea. e para a cobertura basta ferver tudo num tachinho. Bastante simples.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Entre Fraldas e Fanicos: Fomos Pais!

Olá pessoas bonitas 😊
Alguns meses se passaram desde que escrevi pela última vez. Não há grande explicação para isso. Apenas andamos embrulhados em fraldas e tudo mais o que se relacione com bebés. Pois é, fomos pais de uma sardinhazinha chamada Gabriela. Uma menina que nasceu no dia 22 de Setembro, na sequência de uns dias antecedentes dignos de filme. 

Ora, para os mais distraídos, eu criei este blog em 2010 porque achei que seria um bom hobby e uma boa "herança" a um futuro rebento. Demos muitas voltas. Já ficámos muito tempo ausentes. Escrevemos sobre outros assuntos mas maioritariamente sobre culinária. Já evoluímos muito e já quebramos barreiras. Perdemos medos e arriscamos em coisas novas. Apesar de inconstante tem sido uma boa caminhada. Começámos só com o blog, depois vieram as redes sociais. E até vídeos para o youtube fizemos.

Depois de tudo isto, a nossa maior obra foi ter um bebé. Podem não acreditar nesta coincidência e pensar que estou a romantizar mas engravidei no dia que me casei, vão fazer 6 anos. Qual a probabilidade? Descobri em Janeiro e aí começou o reboliço. Agora temos que ir ao médico, fazer exames, saber que cuidados devo ter. Tudo novo! E o sexo? Quando vamos saber o sexo? Preferência? Não temos. E os nomes? Difícil! 

Foi uma gravidez tranquila e feliz. Dentro do que é estar grávida. Fui bem acompanhada. Não tive percalços. Mantive-me sempre tranquila. As últimas duas semanas foram um bocadinho menos divertidas devido à ansiedade. Não nossa mas das pessoas à nossa volta. Até que a Gabriela decide que "talvez" quisesse nascer no dia que fiz 40 semanas. Rebentaram-me as águas, numa cena mesmo à filme. Fiquei mesmo contente. Era agora que ela ia nascer de forma natural porque ela quis. Fomos super animados para o hospital. Até que a espera começa. Tive que esperar umas boas horas para que a Gabriela quisesse nascer, nem vos vou dizer quantas para não se assustarem. Porque o que interessa é o momento final. E finalmente a Gabriela nasceu, bem de saúde, num parto normal, cheia de cabelo e parecia um boneco. E se o parto já me tinha mudado, quando recebemos a nossa menina a nossa vida mudou para sempre. Ter um bebé é das experiências mais transformadoras que se pode ter. Eu quando me contavam não ligava muito. É uma das coisas mais primitivas e brutais que podemos fazer na vida. É muito bonito. Apesar de todas as coisas nada bonitas que envolvem o parto. 

Depois de toda a aventura que foi o parto, viemos para casa. E nesse momento sim, começa toda uma nova aventura e descoberta de um mundo que desconhecemos mas que impressionantemente passamos a conhecer de forma instintiva. 

Já passaram dois meses, travamos algumas lutas. A amamentação a maior de todas. Penso em escrever sobre isso noutro post. Porque acreditem, tenho muito para escrever. Muitas alegrias e muitoa aprendizagem. Ser mãe é uma doação  do nosso coração a outro ser. E isso muitas vezes pode ser assustador. Damos por nós e perdemos o nosso nome para sermos só "a mãe". Os nossos sentidos ficam apurados para  respondermos às necessidades dos nossos bebés. Acreditem que isto é tudo muito feliz. Mas é preciso tomar atenção às mães que se entregam e dão o melhor delas todos os dias. Agora entendo algumas coisas que lia por aí. Muitas vezes pensamos que não é o suficiente, que podemos dar mais e isso leva-nos por um caminho que não é bom. Mães que me estão a ler. Vocês são as maiores. A vossa energia é inesgotável. Valorizem-se! 

Por aqui, o maior desafio tem sido a amamentação como já referi. A Gabriela é uma menina muito doce e muito viva. Estes primeiros tempos são sempre agridoces. Ou será que vai ser assim a vida toda? Andamos tão empenhados em fazer tudo bem. Em aprendermos a ser pais e quando olhamos já passou determinado tempo. Passa mesmo muito rápido como toda a gente diz.

É gratificante, arrebatador e intenso. E com episódios que não lembram ao diabo. Uma vida nova. E que responsabilidade esta de formar um ser para o futuro. Porque mudar umas fraldas mal cheirosas em nada se compara a isso. Esperamos estar à altura. 

Espero poder escrever-vos novamente em breve. Um beijinho.
Sara.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Tarte de Feijão e Amêndoa

Pastel de Feijão é um dos meus bolinhos preferidos. Nunca fiz em casa mas decidi aventurar-me nesta tarte que combina o feijão, a canela e a amêndoa. O resultado foi uma tarte cremosa e de textura diferente dos famosos pastéis de feijão mas muito saborosa e com o sabor semelhante. Desapareceu rapidamente!

Óptima para uma sobremesa mas também para um lanche mais doce. É muito simples de fazer e como tudo o que leva canela deixa um cheirinho excelente pela casa.

Espero que gostem. Um beijinho e bons cozinhados.
Tarte de Feijão e Amêndoa

O que faz falta:
1 Base de Massa Folhada
300 gr. de Açúcar
250 ml de Água
6 Gemas + 3 Ovos
250 gr. de puré de Feijão Branco cozido
50 gr. de Amêndoa picada
Raspa de meio Limão
Canela em pó q.b.
Açúcar em pó q.b.

Como fazemos:
Fazemos uma calda de açúcar. Para isso, fervemos a água com o açúcar durante 5 minutos. Desligamos e deixamos arrefecer enquanto fazemos o restante processo.

Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Aconchegamos a massa folhada numa tarteira de fundo amovível. De seguida, batemos as gemas com os ovos e reservamos.

Num recipiente, misturamos o puré de feijão, a amêndoa, a canela e a raspa de limão. Envolvemos as gemas e os ovos. E depois, com a ajuda de uma vara de arames, misturamos a calda de açúcar em fio.
Vertemos o creme na tarteira e polvilhamos com açúcar em pó. Levamos ao forno por 45 a 50 minutos. Deixamos arrefecer um pouco e polvilhamos com mais um pouco de açúcar em pó. Desenformamos e servimos morna ou fria.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Lasanha de Carne, Cogumelos e Courgette

Julho chegou e para quebrar o ciclo de receitas doces que tem sido uma constante por aqui resolvi trazer algo que gosto muito também. Lasanha! Uma Lasanha diferente, um pouco mais nutritiva mas igualmente viciante. Sempre tive uma preocupação em manter o equilíbrio na alimentação. Gosto de dar as minhas "facadinhas" mas fui habituada desde pequena a comer um pouco de tudo. 

Por aqui, andamos empenhados em receber a nossa bebé e estamos a aproveitar estes últimos tempos que antecedem à sua chegada. Estamos entusiasmados com o que aí vem. Espero que ela seja tão "boa boca" como a mãe, visto que o pai é um pouco esquisito. Confesso que estou muito animada para a fase da introdução alimentar. Bem sei que antes disso temos um longo caminho a percorrer. Mas toda a gente me diz que o tempo passa a correr por isso em menos de nada a nossa bebé está connosco na cozinha. Espero que ela goste dos cozinhados da mãe. 😍

Depois destes devaneios vou despedir-me para ir comer um bocadinho de lasanha. Um grande beijinho. Até breve. e Bons Cozinhados!
Lasanha de Carne, Cogumelos e Courgette

O que faz falta para 4:
1 fio de Azeite
1 Cebola picada finamente
2 dentes de Alho picados
1 folha de Louro
500 gr. de Carne de Vaca picada
50 ml de Vinho Branco
1 chávena (chá) de Tomate pelado 
8 Cogumelos frescos laminados
1 Cenoura pequena ralada finamente
1 Raminho de Salsa Fresca
200 ml de Leite + 100 ml de Água
1 colher (sopa) de Manteiga
2 colheres (sopa) rasas de Amido de Milho ou Farinha
Noz Moscada a gosto
Sal e Pimenta quanto baste
2 Courgettes 
Queijo Mozzarella ralado
Como Fazemos:
Começamos por fazer um refogado com o fio de azeite, a cebola, o alho e o louro. Adicionamos a carne e deixamos fritar um pouco. Juntamos o vinho, o tomate e a cenoura. Temperamos com sal e pimenta. Deixamos cozinhar e apurar até a perder a acidez do tomate. Adicionamos os cogumelos laminados e cozinhamos por 5 minutos. Rectificamos os temperos e perfumamos com salsa picada. Desligamos o lume e reservamos.

De seguida, fazemos o molho branco. Derretemos a manteiga e adicionamos o amido de milho, mexemos até começar a cozer. Vamos juntando o leite e água aos poucos, mexendo sempre com uma vara de arames até engrossar. Temperamos com sal, pimenta e noz moscada. 

Por fim, cortamos as courgettes ao meio, laminamos em fatias não muito finas e no sentido do comprimento. Grelhamos as fatias de courgette numa chapa em fogo alto até dourarem. É importante não saltar este passo para que as courgettes percam uma parte do seu grande teor de água.

Montamos a lasanha, no fundo colocamos um pouco de carne, depois cobrimos com fatias de courgette, espalhamos novamente carne, regamos com um pouco de molho branco (não exagerar) e polvilhamos com um pouco de queijo. repetimos o processo. A última camada deve ser de courgette que vamos finalizar com o resto do molho e polvilhar com o queijo.

Levamos ao forno a 180ºC durante 40 minutos ou até dourar. Antes de partir deixamos descansar uns minutos.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Bolo de Limão e Mirtilos

Fim-de-semana à porta e bolinho para acompanhar. Bem sei que as últimas publicações têm sido sempre doces. Mas o que é da nossa vida sem um docinho?

Andava há imenso tempo tentada a experimentar um bolinho com mirtilos. As fotografias que vejo são sempre tão apelativas. Não sei porque adiei tanto. Os mirtilos dão uma textura e humidade à massa muito agradável. O contraste do seu elemento mais "azedinho" com esta massa delicada de iogurte fica perfeito.

Fazer bolos sempre foi para mim o meu momento de pausa e continua a ser. Aligeira o ritmo e liberta a alma. Por aí também têm essa sensação?

Espero que gostem e deixo uma dica. A esta data (07/06/2019) os mirtilos estão a 0.99€ no Aldi, e são nacionais. É de aproveitar não acham? 

Um beijinho. Até breve e bons cozinhados.
Bolo de Limão e Mirtilos

O que faz falta:
Bolo
3 Ovos
1 cup/chávena de Iogurte Natural (usei bio do Lidl) 
Meio cup/chávena de Óleo
1 colher (café) de Extrato de Baunilha
Raspa de 1 Limão
1 cup/chávena de Açúcar
1 cup/chávena e meia de Farinha para bolos com fermento + 1 colher de sopa
1 pitada de Sal
1 cup/chávena de Mirtilos
Calda
1/3 cup/chávena de Sumo de Limão
1/3 cup/chávena mal cheia de Açúcar
Como Fazemos:
Começamos por pré-aquecer o forno nos 180ºC. Untamos com manteiga e enfarinhamos uma forma. 
Num recipiente batermos os ovos com o açúcar. De seguida, juntamos o iogurte, o óleo, a baunilha e a raspa de limão. Misturamos bem. Depois envolvemos a farinha e o sal. Batemos mais uns minutos até a massa estar homogénea.
Num recipiente à parte misturamos a colher de sopa restante com os mirtilos para que os mesmos fiquem bem distribuídos na massa do bolo. Adicionamos os mirtilos enfarinhados à massa e envolvemos bem.
Vertemos a massa na forma preparada anteriormente e levamos ao forno por 40 a 45 minutos ou até o palito sair seco. Desenformamos numa rede para arrefecer de forma uniforme e fazemos a calda.
Para isso, fervemos o sumo de limão com o açúcar, quando o açúcar estiver bem dissolvido, retiramos do lume.
Picamos o bolo delicadamente e regamos com a calda. Depois de frio, transferimos para um prato de servir.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Queques de Laranja tradicionais...tão fofos quanto húmidos!

Olá amigos cozinheiros,
Depois da última publicação em que escrevi que temos um "bolinho no forno" trago mesmo a receita de uns pequenos e doces bolinhos. Por aqui andamos entre as nossas rotinas diárias e entre muitas buscas pelas coisinhas necessárias para a bébé. Sim! É uma menina! Está a correr tudo bem e é tudo muito entusiasmante. Assim como estes bolinhos que podemos chamar de tradicionais mas são surpreendentes. São feitos com ingredientes simples e o resultado é um bolinho fofo, com uma ligeira crosta e húmidos. Talvez possa dizer que são delicados no sabor como uma madalena e com a fofura e a crosta característica de um bolinho de arroz.

O fim-de- semana está quase aí e sei que o calor está a apertar mas garanto que vão ficar com uma bela fornada de queques para os lanches, para partilharem com a família e amigos ou até para levarem num passeio.

E agora despeço-me de vocês porque tenho que ir comer um queque. Um grande beijinho, até breve e bons cozinhados.

Sara.
Queques de Laranja

O que faz falta para 18 a 20 (varia consoante o tamanho das formas):  
4 Ovos
250 gr. de Açúcar
300 gr. de Farinha com fermento para bolos
100 ml de Leite
200 ml de Óleo de Girassol
Raspa de 1 Laranja
2 colheres (sopa) de Sumo de Laranja
Açúcar para polvilhar q.b (opcional)
Forminhas de Papel frisado
Como Fazemos:
Num recipiente, batemos os ovos com o açúcar até obtermos um creme fofo e volumoso. Envolvemos depois, o leite, a raspa de laranja e o sumo. De seguida, adicionamos o óleo, batendo ao mesmo tempo. 
Por fim. juntamos a farinha peneirada e batemos bem até a massa ficar cremosa e formar bolinhas na superfície. 
Tapamos o recipiente com película aderente e levamos a descansar 45 minutos no frigorífico. Entretanto, pré-aquecemos o forno a 180ºC e forramos as formas dos queques com o papel frisado. 
Vertemos a massa nas formas até três quartos de altura. E polvilhamos com açúcar, opcionalmente.
Levamos ao forno por 15 a 20 minutos ou até o palito sair limpo. Não devemos deixar cozer muito com o risco de perderem um pouco humidade característica desta massa.
Desenformamos e aproveitamos morninhos ou frios. Depois de frios guardamos num recipiente fechado.